Você desliga a televisão e sai da sua casa, passa na drogaria e vê instalada uma tela de LCD (Liquid Crystal Display) que tem um conteúdo voltado para sua saúde, de lá pega um ônibus que também possui um destes aparelhos, com uma programação de cunho jornalístico, de entretenimento e publicidade. Seja bem vindo, este é um novo mundo onde a mídia está em todo o lugar.
A mídia out of home (em inglês, fora de casa) é um mercado crescente e movimenta hoje, no Brasil, algo em torno de R$ 2 bilhões. Esta ascensão se deve as mudanças do mercado publicitário, que sofria com a queda de investimentos em mídias tradicionais.
Este tipo de comunicação tem como principal característica entreter pessoas que estão em espera forçada, ou seja, em aeroportos, dentro dos ônibus e metrôs e nos elevadores. Sendo que este momento é propício, pois nesta hora o público está aberto para receber informações.
De acordo com pesquisa realizada no ano passado pelo Instituto Datafolha, aproximadamente 96% das pessoas elogiam a iniciativa pela oportunidade de ter entretenimento e informação enquanto aguardam a chegada do seu destino final.
Estas tvs possuem diversos tipos de programação, que variam de acordo com o estabelecimento em que estão ligadas. Hoje, farmácias, academias, hospitais e hotéis aderiram a esta forma de comunicação indoor. Que torna forte a abrangência sobre o consumidor, chamando a atenção dos publicitários.
“Acreditamos que o conteúdo não pode ser visto como um mero detalhe. Por ser fator determinante e estar diretamente ligada ao bom resultado de uma campanha, a programação da emissora é o foco principal da empresa” afirma Keyla Teodósio, responsável pela área de jornalismo do TV Out!, empresa que trabalha com esta tecnologia dentro dos ônibus da capital paulista.
Este novo negócio possibilitou a criação de empresas especializadas em mídia out of home que atendem aos mais diversos nichos do mercado da propaganda, sendo que, estas empresas trabalham com os mais variados tipos de comunicação indoor.
Outro fator determinante para a proliferação destas mídias foi aprovação da Lei Cidade Limpa.“Há anos se falava nessa fragmentação, mas ela não acontecia porque tinha muita mídia de massa. A Lei Cidade Limpa, aliada a novas tecnologias, acabou ajudando nesse processo”, afirma Ana Lúcia Fugulin, especialista em Mídia e TV Digital.
O retorno dos consumidores tem sido muito satisfatório e mostra que este aumento continuará em alta. No primeiro semestre de 2007 houve um crescimento de 44% em relação ao mesmo período de 2006.
Fonte: Victor Paes Leme







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