Quem nunca reparou nos aparelhos televisores, normalmente de tela LCD, que ficam dispostos em meio às gôndulas dos supermercados?
Aquelas televisões em que atores e atrizes apresentam produtos diversos, dicas sobre temas variados, enquanto os consumidores escolhem seus quitutes ou esperam na fila do caixa, estão presentes também em ônibus, elevadores, trens e aeroportos.
São as chamadas “mídias digitais alternativas” (em pontos-de-venda ou veículos de tráfego). Estimativa da Associação Brasileira da Mídia Digital Out Of Home (ABDOH) é que a receita este ano atinja R$ 75 milhões – com 20 mil monitores instalados – ante os R$ 30 milhões no ano passado, com tendência à segmentação do setor.
Trata-se, no entanto, de um mercado incipiente: nos Estados Unidos, o investimento foi de US$ 1,25 bilhão no ano passado e a expectativa é chegar a 2011 com US$ 2,25 bilhões. Apesar desta diferença, os brasileiros já começam , por exemplo, a ter acesso também à tecnologia usada fora do País. Clientes das Lojas Marisa podem ver o conteúdo das telas em três dimensões – até agora, a mídia existente era bidimensional.
“É um meio com muita pujança, em função das pessoas estarem mais em movimento”, diz o presidente da ABDOH, Waltely Longo. Uma das características do setor no Brasil, segundo ele, é a segmentação das agências: algumas só trabalham com pontos-de-venda, outras com elevadores. “Mas isso não impede a migração”, acrescenta.
Apesar da aparência discreta desse tipo de mídia, os números que a Subway Link apresenta são grandes – a empresa atua no Brasil há 19 anos oferecendo produção audiovisual para eventos empresariais e, desde este ano, com a “mídia de passagem”. Segundo o diretor comercial da empresa, Julio Cesar Ferreira, dentro das 265 lojas dos seus clientes estão cerca de 10 mil televisores. Essas telas atingem, algo em torno de 40 milhões de consumidores por mês.
“Nós começamos os trabalhos, que chamamos de TV comercial in store, em março, e estamos muito satisfeitos com o nosso faturamento. Acredito que esse é um mercado em extrema ascensão, já que não é tão conhecido. Desde que começamos a oferecer esse produto, temos dobrado o número de clientes”, diz Ferreira.
Hoje, entre os clientes da Subway estão o Grupo Wal-Mart, que inclui as lojas do Wal-Mart, Sam”s Club, Hipermercado Bom Preço e Big Supermercados, o grupo de lojas Ri Happy Brinquedos e o Magazineluiza. “Só para as lojas Magazineluiza, nós investimos cerca de R$ 1,5 milhões em mil televisores de LCD da LG, e fizemos uma transmissão de duas horas, ao vivo, para todas as lojas que foram inauguradas na região da Grande São Paulo”, conta.
Ao todo, o Magazineluiza inaugurou 44 lojas na região da cidade de São Paulo, e todas já apresentam o sistema de out of home. A unidade do Shopping Aricanduva foi a escolhida para ter a inauguração transmitida para todas as outras 43 lojas.
Na CerejaPRN, por exemplo, o foco é o mercado varejista: mais especificamente o de hipermercados. A empresa já tem como clientes o Carrefour e o Extra, totalizando 3,5 mil telas, que atendem 54 milhões de pessoas por mês. O conteúdo e a venda da mídia é feito pela Globosat. São “programas” que se repetem a cada 15 a 20 minutos, dependendo do canal, que usam mensagens curtas e simplificadas.
“É uma plataforma grande a ser explorada”, afirma Flávia Sampaio, diretora-geral da CerejaPRN – joint-venture entre a Cereja Digital e a PRN.
Fonte: Gazeta Mercantil



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