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Anúncios Tridimensionais.

3D, Artigos Adicionar Comentário

Os óculos que permitem a visualização de imagens em três dimensões estão com os dias contatos no mundo da publicidade. Empresas como J.Chebly, Droid, Grupo GM7, 3DTV Mídia Indoor, Inbox e a multinacional 3D Impact Media – Advertising & Network já possuem monitores especializados e tecnologia que permite a criação de anúncios em 3D sem a necessidade do uso de óculos especiais. Os novos players investem alto e prometem aquecer o mercado de mídia indoor pelo País, mesmo com o custo mais elevado comparado a uma produção convencional. Para impulsionar estas empresas e estimular a criação de conteúdo 3D, a Philips acaba de criar uma sala voltada à criação tridimensional.

Segundo pesquisa encomendada pela 3D Impact Media à Millward Brown, o formato tridimensional tem grande potencial para atrair o consumidor, sendo facilmente identificado, além de ter ampla aceitação e tecnologia avançada. De acordo com o estudo, realizado recentemente em pontos-de-venda, o impacto das imagens em 3D é quatro vezes maior que o causado pela mídia em tela convencional.

Para iniciar sua operação no Brasil, em maio último, a 3D Impact Media investiu cerca de US$ 5 milhões. A empresa também está em fase de implantação em países da América Latina como Uruguai, Venezuela, México e Argentina. “Além da tecnologia, estamos aptos a produzir conteúdos para exibição nos monitores”, explica o CEO Michael Kronenberg, acrescentando que não é descartada a possibilidade de parcerias com sites jornalísticos e de entretenimento para fornecimento de conteúdo terceirizado.

O executivo garante que a idéia não é concorrer com as agências. “Trabalhamos como parceiros. Elas criam a propaganda em duas dimensões e fazemos um upgrade trabalhando a peça para a tecnologia 3D”, explica. A empresa conta com dois clientes: o Centro Empresarial de São Paulo (Cemesp) e as academias Competition. Também já realizou projeto piloto para a Porsche e acaba de iniciar outra experiência em uma das unidades das Lojas Marisa.

O modelo da mineira J.Chebly não é diferente, já que atua com duas possibilidades. “Podemos realizar uma produção 100% em 3D ou utilizar alguma propaganda já existente e incluir ícones tridimensionais”, explica Leonardo Chebly, diretor comercial da empresa, ao adiantar que o valor cobrado pelos jobs é variável. “Se o cliente pedir para trabalharmos com um filme de 30 segundos, tanto uma produção nossa quanto da agência que o atende terá preço quase idêntico”, revela.

Claro, InPar e Fiat PowerTrain já experimentaram os anúncios em 3D da J.Chebly. O case Claro Music Lab, inclusive, conquistou ouro nas categorias Melhor Digital Signage, Melhor Aplicação de Nova Tecnologia e Melhor Interatividade do Prêmio Popai Brasil 2008.

Tecnologia
A J.Chebly e a Droid firmaram parceria com a Philips e criam conteúdos com a tecnologia WoWvx, que possibilita a exibição de imagens tridimensionais sem a necessidade do uso de óculos polarizadores. A tecnologia funciona através de lentes transparentes fixadas em tela de cristal líquido que geram imagens distintas em cada olho do telespectador. Combinadas no cérebro, as diferentes imagens geram o efeito 3D.

Leonardo explica que a J.Chebly passou a integrar o restrito grupo de agências referendadas pela Philips a criar conteúdo para a tecnologia WoWvx após cinco meses de aprimoramento.
“Compramos o software e mais cinco monitores no início do ano, mas apenas em maio obtivemos a chancela da Philips”, conta. Cada um dos cinco monitores LCD de 42 polegadas custou, em média, U$$ 45 mil. A perspectiva é adquirir mais dois até dezembro.

Os monitores utilizados pela 3D Impact Media, por sua vez, podem ser de 32, 42 e 57 polegadas. A empresa é parceira da alemã NewSight, que prepara e configura as telas com tecnologia especial. “Além da animação que criamos para que as imagens possam ser visualizadas em 3D, utilizamos monitores preparados pela NewSight”, conta Kronenberg.

Um monitor LCD de 42 polegadas configurado para três dimensões é adquirido por US$ 10 mil com impostos. Já uma tela de 32 polegadas custa US$ 6 mil. “Hoje temos 40 monitores 3D no mercado nacional e pretendemos chegar a 320 até julho de 2009. No final do próximo ano, estaremos com 500 telas 3D em operação no País”, prevê o executivo da 3D Impact Media.

Novos players
Calouro, o Grupo GM7 acaba de ingressar no mercado de monitores 3D. “Temos um monitor em São Paulo e já encomendamos mais 12 unidades à Philips”, diz José Paulo Emsenhuber, sócio-diretor do grupo. A Droid, por sua vez, conta com seis monitores de 42 polegadas da Philips e neste momento trabalha com as telas nas unidades da São Store, rede de lojas da Reebok que comercializam produtos do São Paulo Futebol Clube em shoppings da capital paulista.

O custo de cada monitor foi de aproximadamente 25 mil euros, conta Ronald Peach Jr., diretor comercial da Droid. Para ele, a tecnologia relacionada a telas “tem digestão rápida no mercado e os valores tendem a cair dramaticamente”. O projeto da Droid é dobrar o número de monitores no próximo ano. “Com o tempo, os anunciantes perceberão o grande impacto causado pelas projeções 3D e o mercado se acostumará a este tipo de mídia”, acredita.

Agências investem em produção de conteúdo
Tanto a J.Chebly como a 3D Impact Media e o Grupo GM7 possuem áreas voltadas à criação de conteúdo tridimensional – são elas, respectivamente, JC3D Inovação, Skycube e Infinity Design. “Em 2008 investimos R$ 500 mil na aquisição da tecnologia, monitores e na contratação das seis pessoas que fazem parte da JC3D Inovação”, calcula Leonardo Chebly. Segundo ele, a JC3D Inovação focará a criação de produções em 3D para instituições financeiras e companhias de telefonia a partir de agora.

O desejo da J.Chebly é criar interatividade nos anúncios em três dimensões. “Contratamos dois programadores para criar ações em 3D nas quais o público possa interagir com as peças”, revela Leonardo, que destaca as perspectivas da J.Chebly: “Elas são boas em relação ao mercado 3D e esperamos obter cada vez mais o aval dos anunciantes”, espera.

José Paulo Emsenhuber, sócio-diretor da GM7, admite que o investimento por parte do anunciante é  maior, porém, com resultado surpreendente. “O valor fica de 100% a 150% mais caro. Em contrapartida, o produto final fica muito melhor”, destaca.

Fonte: M&M Online

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