Um mundo novo já esta instalado no dia a dia das pessoas, a era digital vem e muito contribuir para esta mudança de caráter definitivo e singular.
Tudo hoje se desenha para um horizonte interativo. Diversas são as formas de se atingir, com penetração absoluta, seu publico objetivado. Não só a internet os aparelhos de toque, o apertar dos botões de sua TV, a passagem por uma vitrine que faz a atenção aflorar, são mecanismos da convergência interativa que a cada dia estarão lhe impactando e trazendo criatividade aos pensadores e criando novas engenhocas que ajudarão as mensagens a atingir sem imposição o cidadão, as empresas e os governos.
Capturar símbolos, ou melhor, expor as pessoas à captura destes, significará novas disciplinas nas escolas, novos cursos de pós- graduação, e virão com eles novos desafios, novas oportunidades de trabalho e profissionais mais tecnológicos e quem sabe no futuro, cibernéticos.
Explorar o consciente do publico requer suavidade, perspicácia, subliminaridade, humanidade, bom gosto e vontade.
Em muitos anos o jornal atingiu milhares de leitores. O rádio em pouco menos que a TV (60 anos). Já a internet atingiu o mesmo número em 5 anos. O que é isso? É a rapidez da vida, a velocidade da competição.
Olhe para lado e verá quantas empresas como a sua entraram no mercado atrás de seu filão, quantos fabricantes de qualquer gênero estão disputando espaço na sua mente ou no seu carrinho de supermercado.
Pois bem, todos terão que encontrar um caminho para chamar a atenção, e é ai que vem o novo horizonte que está se delineando, que hoje perturba a cabeça dos melhores executivos que questionam: para onde vamos como vamos atingi-los?
Há quanto tempo se fala no one to one, na mídia segmentada? Pronto senhores, ela esta aí. Vem com o digital ou não, será moderna, complexa, mas muitas vezes simples. Estará entre você, seu produto e a criatividade de quem expor serviço ou qualquer bem aonde o fundamental será a forma de colocar seu comprador diretamente em contato e com total absorção e compreensão nos ambientes mais diferentes e inusitados. Fazendo com isso que o imediatismo da comunicação gere consciente o desejo.
Quando se atinge alguém e o faz manusear um produto, ocorre a interatividade. Quanto tempo se leva para a percepção de 1 segundo à 3 segundos?
Imaginem que se para entender um comercial de 30 segundos conforme as leis de Kruguel precisaram vê-lo três vezes (Veja Wikipédia Interatividade).
Uma ação manuseada tem capacidade de penetração 300 vezes maior, já uma ação sem imposição tem resultados significativos. Muitos de vocês já experimentaram algo num ponto de venda, é este que há tempos vem ganhando espaço, pois além de colocar o produto na sua frente na hora de sua decisão de compra, muitas vezes lhe atingem com sua embalagem, suas cores. Isso também é interatividade.
Estar dentro de um ambiente que tem haver com sua comunicação, seu produto, seu habitat, de certa forma também induz a interatividade, já fazemos isso a tempos, porem não a chamamos assim.
Como já disse não se precisa de TI para se interagir e sim de idéias. Para isso precisamos de pessoas que entendem de seu negócio, dos negócios dos consumidores, e dos negócios de quem vende seus produtos ou serviços.
Vamos falar um pouco do automóvel. Em praticamente todo o mundo é o desejo de consumo de muitos ou quase todos. Pois bem, existe produto mais interativo que um carro? Você que comanda seu funcionamento, a partir da partida você vai para a direita, esquerda, ré, liga os faróis, limpa num simples toque os vidros. Que maravilha interativa que estamos usando! Há quantos anos será que Henri Ford pensou nisso?
Tem também os controles remotos. Hoje tudo tem TV, DVD, ar condicionado, assessórios autos interativos, mais nós não os chamávamos assim. Interatividade tem a ver com a vida moderna pelo simples fato de ela ser moderna, temos que facilitar tudo, pois vivemos nos congestionamentos. Os tempos modernos reduziram os assistentes, os subgerentes, as secretárias e até quem serve o cafezinho hoje é a máquina.
Quer elemento mais interativo que o celular? Já experimentaram ficar com um problema a resolver e não ter um? É o caos! Mas há 16 anos vivíamos bem e sem ele. Com este aparelhinho fazemos compras, mandamos e-mails, recebemos alertas, jogos, twitter, bluetooth e mais tantas coisa que nem lembramos.
A era do one to one vem sendo disputada por muitos que querem achar os melhores caminhos para se chegar mais e mais impactante aos seus objetivos. Mas pensem muitos já chegaram, outros estão perto de chegar e sempre alguém chegará mais perto. Não adianta colocarmos o carro na frente dos bois, a idéia terá que ser original, terá que ser percebida rapidamente no toque ou na percepção de quem deverá ser atingido.
Teremos que descobrir formas e fórmulas para medir estes imputes ou impactos. Serão criados modelos e mais máquinas para se aperfeiçoar estas medições. E a coisa não termina ai, pois a cada projeto que vir a dar a impressão interativa, criaremos mais mecanismos de controle, medição e se buscará uma forma ainda mais evolutiva.
Lembro-me que antes da bolha, a percepção da internet era rápida. Aí, veio a bolha, mas mesmo assim ela continuou veloz. É desta forma que chegaremos aos novos descobrimentos, e sem sustos ou com poucos, a modernidade chega a todos e a todas as horas. O que era tão sofisticado ontem, hoje pode ser antiquado ou obsoleto. É só alguém inventar algo mais eficaz.
O Mundo corporativo
Os problemas das empresas sempre foram segredos fechados. Hoje caminham por outros rumos. Colocar seus problemas na mídia e pagar prêmios milionários faz parte do mundo dos negócios.
Vejam, como interagir já faz parte deste mundo até para questões super secretas e muitas vezes situações que no passado poderiam expor os calcanhares de grandes empresas. Hoje figuram como oportunidades para técnicos, engenheiros, inventores ou simplesmente pensadores descobrirem e resolverem questões que não são enxergadas por companhias que investem em pesquisa, tendo profissionais altamente qualificados que precisam interagir com outros grupos para sanar ou melhorar sua produtividade, qualidade ou até funcionalidade.
Os desejos didáticos
Jovens cada vez mais buscam formação acadêmica. O mercado moderno vai trazer novidades que hoje não enxergamos melhor ainda, não os vemos ou ainda não apareceram. Mas a velocidade que caminha o mundo, trará respostas rápidas e eficazes.
Quem imaginaria, há poucos anos, escolas superiores de gastronomia, de tecnologia, entre tantas novas que a cada dia nos surpreendem e vem para suprir mercados que até então trabalhavam com profissionais autodidatas. O próprio marketing é um bacharelado novo, mas com certeza é ele que vem buscando novidades que a TI e a engenharia se esforçam a desenvolver.
Mercadologia
Me surpreende muito o mundo acadêmico não ter a capacidade para formar novos profissionais de vendas. Será que todos pensam que a tecnologia substituirá esta função? As grandes cidades estão cada dia mais congestionadas, as empresa a cada momento cortam custos e conseqüentemente gente. Vamos fazer todas as nossas compras pelo mundo virtual, vamos perder a vontade de sair e ver gente, conhecer novos points, experimentar novidades.
Será que alguns pensam que a experiência de um bom vendedor não quer dizer interagir,demonstrar ou interligar fornecedor com comprador, será que a maquina será mais eficiente ?
Se não, vamos formar vendedores e então formar negociadores mais rápidos, mais tecnológicos que entendam a velocidade do mundo pois o que é bom hoje, daqui a horas pode perder todo seu glamour ou eficiência. Ser rápido requer muito conhecimento, mas também pode vir a ser o estopim de um erro que pode comprometer o resultado de toda uma organização.
Surpreender a concorrência
Me admira muito os pesquisadores da internet, que precisam falar diversos idiomas, estar antenado em diversos assuntos e ser eclético em muitas áreas e saber mixar elementos as vezes dispares que juntos podem compor novos descobrimentos e funcionalidades.
Como a gastronomia, as misturas hoje tão usadas, jamais foram pensadas pelos primeiros chefes de cozinha, sendo hoje saboreadas como geléias apimentadas, pratos com flores dentre tantos outros.
São tantos os mundos que vivemos que investigar a concorrência nem sempre vai trazer benefícios concretos para sua empresa. Surpreender hoje é ter um time veloz afinado com o comando, ter a coragem de tomar decisões e pesquisar muitas vezes aonde ninguém ainda imaginou olhar,interagindo com diversas opções que o mercado disponibiliza.
Hélcio Vieira (helciovieira@wimidia.com.br) – Publicitário sócio diretor da HV2 Comercialização de Mídia e da Wimidia empresa especilizada em soluções de TI e interatividade.







fevereiro 1st, 2010 às 11:56
Otávio
Primeiro agradeço a publicação do artigo.
Segundo logo pela manhã recebi alguns telefonemas que confirmam sua audiência.
Um abraço
Hélcio Vieira
fevereiro 1st, 2010 às 14:35
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