Ao entrar na panificadora, num supermercado, numa loja, o consumidor certamente já viu telas de LCD rodando vídeos ou informações em tempo real, contendo fotos de produtos ali comercializados, dicas de beleza, de saúde etc. Alguns estabelecimentos apenas  expõem os conteúdos, outros utilizam recursos sofisticados, com displays digitais interativos que ampliam  a experiência do cliente no ponto de venda.

São exemplos de sinalização digital (Digital Signage – DS) que tomaram conta do varejo no mundo e também no Brasil nos últimos anos, graças à popularização do hardware (telas planas e players), dos softwares e à eficácia desse tipo de mídia no mercado varejista, com mensagens publicitárias que visam a impulsionar a comercialização.

Em São Paulo, com a lei da Cidade Limpa e o veto aos outdoors e à publicidade nas fachadas dos estabelecimentos e prédios, a sinalização digital (DS) indoor ganhou força. Hoje, vemos  videowalls, projetores, displays de vários tamanhos montados no interior das lojas, farmácias, padarias, supermercados, academias, aeroportos e restaurantes. Algumas telas de LCD são pequenas e montadas em gôndolas, prateleiras, check-outs e em displays promocionais. Segundo um estudo sobre o comportamento do consumidor feito pelo instituto especializado Point of Purchase Advertising Institute (Popai), atuando em mais de 40 países, o índice de decisão de compras no ponto-de-venda no Brasil é um dos mais altos do mundo: 85%. Seguido da Holanda (80%), França (76%), Grã-Bretanha (75%), Estados Unidos (72%) e Austrália (70%).

Segundo pesquisa da Inter-Meios, no primeiro semestre deste ano, a DS nos vários formatos – displays, totens, telas de LCD, monitores gigantes e seus conteúdos dirigidos –, teve crescimento de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado, só perdendo para a web (que cresceu 22%). Dados publicados pela Arbitron, empresa que pesquisa o varejo norte-americano, indica que 155 milhões de pessoas acima de 18 anos tiveram contato com algum tipo de vídeo digital fora de casa, nos últimos 30 dias. “No Brasil, é razoável assumir que já existam mais de 10 mil telas espalhadas em todos os tipos de varejo“, diz Ronald Peach, diretor operacional do comitê de sinalização digital do Popai Brasil. “A sinalização digital é útil no lançamento de coleções de tênis, sapatos e roupas, por exemplo, e sugere formas de consumo auxiliando o cliente no uso correto dos produtos“. São informações focadas e dirigidas para aquele tipo de público que frequenta o estabelecimento e que compra por impulso.

Peach, que também preside o grupo Ourform Droid, dedicado a soluções de digital signage, lembra uma experiência feita no Carrefour, no período de cinco meses. Foram instaladas 130 telas em 10 lojas da rede, e em cada monitor havia um tipo de produto sendo anunciado. As vendas do creme dental da marca cresceram, no período, 265%; o cosmético vendeu 235% a mais; e o refrigerante, 39%, só para citar três exemplos.

Podemos anunciar desodorantes em academias, dar dicas de beleza numa farmácia, vender determinada marca de café na panificadora, pois o impacto será muito maior“, diz  Ettore Casoria, diretor da Mídia Bay, uma das líderes na comercialização de espaços publicitários na mídia digital. Mais de 700 estabelecimentos em São Paulo mantêm displays indoors (não estão contabilizados os anúncios em telas externas). Casoria calcula que cerca de 20 milhões de pessoas sejam impactadas mensalmente em São Paulo.

E para quem pensa que esse tipo de investimento é caríssimo, pode se surpreender. Os preços dos monitores e outros tipos de hardware vêm caindo e cabe ao varejista contratar os serviços de gestão do conteúdo e das inserções dirigidas. Eduardo Gouveia, diretor-comercial da Mídia Bay, calcula que uma empresa gastará cerca de R$ 600 mensais para quase 10 mil inserções de 15 segundos, por 30 dias, na divulgação de seu produto em monitores colocados em mercados, panificadoras, academias. Já o comerciante que instalar essas telas de LCD em seu estabelecimento apenas para trade marketing (divulgar as marcas) recebe um percentual sobre as vendas no final do mês.

Fonte: Diário do Comércio

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5 respostas a Mídia para os pequenos.

  1. Mirian disse:

    Muito boa a matéria, o Brasil tem um potencial enorme para a mídia digital, tenho certeza que irá crescer bastante este segmento!!
    Abraço!

  2. Helio Costa disse:

    Excelente matéria.
    Alinhada com esta tendência, a Midia Indoor Tecnologia e Marketing Ltda lançou recentemente um modelo de negócios voltado justamente para os pequenos. Trata-se da TV Compartilhada sem custos sustentada por publicidade, onde cada empresa do comércio varejista ou de serviços poderá ter o seu proprio canal de TV dentro da loja, sem ter que pagar por isto, e o melhor, podendo obter um faturamento extra. Isto só se tornou possível a partir da nosso exclusivo sistema de Gestão Compartilhada de Conteúdo, onde o próprio dono da TV faz a sua programação, sem qualquer exigência de conhecimentos técnicos. Hoje, mais de 200 empresas em todo o Brasil já aderiram a este modelo. As empresas interesadas deverão dispor de uma TV LCD e um microcomputador conectado à internet, estrutura simples e que habilita até mesmo uma pequena mercearia, padaria ou clinica a ter o seu próprio canal de informação. Estamos à disposição de todos.

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  5. Fabiano disse:

    Excelente matéria!
    O meio digital indoor tv é muito eficáz para atingir um público seleto que frequenta os locais aonde existem pontos da midia.

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