Por Renato Mugnaini, www.administradores.com.br

Esse quadro de vidro ou de cortiça corre o grande risco de desaparecer subitamente e, para ocupar o seu lugar já existe uma forte candidata: a TV corporativa.

A maioria das empresas ainda utiliza os antigos murais para informar aos funcionários sobre aniversários, feriados, promoções de cargo, novas contratações, entre outros assuntos. Entretanto, esse quadro de vidro ou de cortiça corre o grande risco de desaparecer subitamente e, para ocupar o seu lugar já existe uma forte candidata: a TV corporativa – que tem conquistado cada dia mais espaço nos ambientes empresariais.

Com a velocidade em que estamos descobrindo novas possibilidades – numa relação onde ora a sociedade determina inovações e ora a própria indústria tecnológica cria condições para aumentar o conforto proporcionado pela eficiência dos aparelhos e tudo isso impulsionado pela avassaladora internet – é imprescindível que a TV tenha que ser reinventar para continuar de pé. Estamos diante de um cenário onde a sociedade está mais interativa e os novos canais de comunicação como as redes sociais ganham cada vez mais relevância.

Para mensurar o grau de importância da internet e, principalmente, do risco que a TV pode estar correndo caso não tome uma atitude rápida, apresento os dados da comScore, fonte global de inteligência de mercado que mede o mundo digital. De acordo com a pesquisa feita recentemente por eles, o Brasil tem hoje mais de 45 milhões de usuários de internet, dos quais 99% utilizam diariamente redes de relacionamento. Em março, por exemplo, foram mais de 90 bilhões de páginas visualizadas pelos brasileiros, desse valor são 25 bilhões de acessos às redes sociais. O Brasil só fica atrás dos Estados Unidos, que lidera o índice com 99,7% de abrangência de usuários.

A dinâmica é tão frenética que já existem empresas que adotaram o Twitter como forma de integrar e qualificar a relação entre os funcionários. As mensagens são mostradas na TV Corporativa, que está localizada nos principais pontos de encontro da companhia. Claro, que a ferramenta exige responsabilidade e conscientização dos funcionários quanto aos assuntos que são relevantes para serem postados no canal.

Por essas razões, costumo usar o termo “humanização da TV corporativa” para falar de uma pratica que ainda esta sendo utilizada timidamente pelas empresas. Se pararmos para observar, a maioria dos colaboradores é de uma geração que nasceu na frente de uma televisão, e a TV corporativa foge do formato tradicional. O novo modelo pretende ser totalmente interativo, buscando trazê-los para dentro dessa tecnologia, ou seja, eles seriam os repórteres, apresentariam idéias para otimizar tempo, para organizar melhor as atividades no setor em que trabalham, falariam sobre cursos que participaram. A TV corporativa ganhará mais a atenção se conseguir dialogar de forma mais profunda com o seu público-alvo.

E, nesse contexto, deslumbro o atual desafio e a grande tendência no mercado de comunicação corporativa. Sabemos que o celular se tornou um aliado no cumprimento diário das diversas atividades profissionais como, responder a e-mails, participar de um conference call ao mesmo tempo em que se desloca para uma reunião com um cliente. Então, porque não oferecer a possibilidade de interagir com as informações que se recebe nos dispositivos móveis? A nova tecnologia pretende trazer mecanismos que disponibilizarão a opção de participar de votações, de testes de conhecimentos gerais, e o mais interessante, de ouvir a explicação de uma notícia, por meio de um clique. O novo modelo se tornará o parceiro das empresas para dialogar diretamente com os seus colaboradores, onde quer que eles estejam.

Dessa forma, é possível concluir que desenvolver uma ferramenta de comunicação que proporcione o aprimoramento e a conquista de novos negócios para a empresa é uma atividade para quem conhece a fundo o mercado – apontando, inclusive tendências e novos desafios. Dessa forma, fica mais fácil lançar uma ideia pioneira capaz de garantir além do engajamento profissional, a lucratividade aliada á qualidade do produto e do serviço.

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Uma resposta a O fim dos murais.

  1. MC Digital disse:

    Muito interessante o artigo, concordo com cada linha escrita. http://www.mcdigital.com.br

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