Por Viviane Sousa

A ferramenta pode ser tanto fonte de informação nos pontos de venda quanto de receita para o varejo. Não é por acaso que, após conquistar os gigantes, começa a ser explorada também pelos pequenos e médios do setor. Conheça mais esse negócio e avalie se serve para sua loja.

Sucesso entre os gigantes, as mídias digitais out of home começam a despertar interesse também das pequenas e médias empresas do setor. O motivo são as vantagens que oferecem. Entre as principais, está o fato de serem fonte de renda, estimular compras por impulso e deixar a experiência de compra mais agradável nas lojas.

Segundo Emerson Calegaretti, CEO da Cereja Digital PRN, especializada na operação de mídias digitais, nos próximos cinco anos os supermercados menores deverão responder por 50% do faturamento da empresa, que hoje concentra suas atenções para as grandes redes. Uma prova do potencial do pequeno varejo é que outras operadoras, como a Subway Link, que atende a rede Walmart, começam a despertar para esse segmento.

Segundo essas empresas, o negócio também é viável para as lojas menores. Só é preciso tomar alguns cuidados, como caprichar nos recursos audiovisuais, como displays eletrônicos e TVs de tela plana, usados para divulgar promoções, anúncios e programas de entretenimento dentro das lojas. “É assim que as mídias digitais despertam a atenção e influenciam os consumidores”, diz Calegaretti.

O executivo dá exemplos dos benefícios dessa ferramenta. Segundo ele, o Carrefour, cliente da empresa desde 2004, elevou as vendas de um aparelho de barbear em 72% anunciando o produto nas TVs instaladas na rede cerca de 30 dias. Em ainda menos tempo, o Extra dobrou o consumo de uma certa marca de alimentos resfriados usando as mídias digitais.

Os anúncios veiculados também são fonte de receita. Arnold Correia, diretor-geral da Subway Link, explica que o dinheiro é dividido entre o varejo e as operadoras. “Só no ano passado, pagamos mais de R$ 3,3 milhões em participação publicitária para nossos clientes”, avalia.

Vantagens como essas podem ser usufruídas pelos pequenos varejistas. “O importante é que a loja tenha um bom fluxo de clientes para atrair anunciantes e, assim, gerar boa receita com publicidade”, diz Correia.

Com 4 lojas, o Perini, com sede em Salvador (BA), já adotou as mídias digitais em 3 unidades. São cerca de 10 TVs em cada uma. Elas ficam perto dos checkouts, nos corredores de maior fluxo de consumidores e em seções como a padaria.

Para Ana Amoedo, gerente de mar keting da rede, o conteúdo transmitido chama mais atenção do público do que um cartaz. “Os programas de saúde e gastronomia, por exemplo, distraem os clientes nas filas dos caixas. Também divulgamos promoções de produtos, sem contar que as lojas ficam com aparência de modernas”, acredita.

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24 Responses to Mídia digital. A TV que faz dinheiro.

  1. T.S. says:

    Sensacional! Uma imagem diz tudo? Por isso a ELEMIDIA e líder no segmento! Pq na nota a Elemidia não e citada na rede Pão de Açucar? Cadê as fotos dos outros meios de comunicação? Vergonhoso…

  2. Francisco says:

    Vivi, a matéria ficou legal mas esqueceu de falar sobre a Rede Elemidia, a empresa que instalou o monitor que está na foto. Essa empresa está instalando monitores em todos as lojas do Pão de Açúcar. E por sinal a instalação deles é extremamente superior a que é feita pela Cereja Digital. O mais legal é que o sistema deles não tem audio e é atualizado em tempo real.

  3. Que mesquinharia, a matéria ficou ótima!
    Parabéns Viviane.

  4. otaviolima says:

    A matéria está excelente. Um pequeno detalhe não minimiza a qualidade do artigo. Abs

    • Francisco says:

      É de não se esquecer de pequenos detalhes que é feito o bom jornalismo. Afinal, foram utilizadas fotos de um projeto de uma empresa que nem foi citada na matéria. Onde está a legenda da foto dizendo de quem é este monitor ?

  5. Ricardo Lyra says:

    Otima matéria, parabens !!!

  6. Antonio says:

    Só não gosto das telas do Extra, pois estão mal localizadas nos corredores do Hyper mercado e com uma imagem chuviscada, do Wallmart é muito boa mesmo.
    Não sei se é a mesma empresa que faz, mas a loja que visitei do Pão de Açúcar ficou legal e ainda tem o parceiro Samsung

  7. Artur says:

    Jornalista tem que ser imparcial!. Não é porque a Elemidia é Lider em Belém que não deve ser citada na reportagem

    • otaviolima says:

      Olá Arthur, bom dia, não entedi seu comentário. A matéria não foi assinada pelo Digital Signage Brasil, mas sim por um artigo da Viviane Sousa, portanto não podemos editar simplesmente a matéria de outro colaborador jornalista.

      Além disso o blog já postou mais de 1200 artigos, todos imparciais. A sua colocação com relação a Belém é bastante válida e aproveitando, vou lhe repassar uma informação.

      Em Belém a Elemidia possui pouco mais de 50 monitores, somente em elevadores, enquanto a Inbox, está chegando a marca de 400 monitores em vários ambientes (shoppings, academias, aeroportos, cinemas, farmácias, loterias, elevadores e etc).

      Qualquer coisa estamos a disposição.

  8. Alberto says:

    Tem mercado em Bélem?????

    • otaviolima says:

      Olá Alberto, para empresas que trabalham de forma correta a mídia digital indoor com certeza tem mercado em qualquer lugar do Brasil, as vezes muito mais que no eixo Rio/Sp na qual muitas empresas quebraram, foram vendidas ou se fundiram.

      Um bom medidor desse mercado é checar juntos as empresas de software (BroadSign, Scala, Onsee, BroadNeeds, Wiplay e etc) a quantidade de players licenciados pelo Brasil, tenho acesso a ótimos números.

  9. Ademir says:

    Só uma dúvida em relação a esta matéria, nesta parte diz:
    “O importante é que a loja tenha um bom fluxo de clientes para atrair anunciantes e, assim, gerar boa receita com publicidade”….em um estabelecimento pequeno, oq seria um bom fluxo de clientes? 5 mil clientes por dia?
    Mensalmente qual o numero de pessoas que uma midia indoor tem q atingir para atrair grandes anunciantes?
    Alguem sabe dizer?

  10. otaviolima says:

    Ademir,

    Boa tarde, isso é muito relativo. As vezes você tem um ótimo ponto como por exemplo Aeroporto, onde circula um grande público de todas as classes sociais, em contra-partida você pode ter um bar ou restaurante com um fluxo de apenas 200/pessoas dia perfil AA.

    O importante é você conseguir impactar o maior número de pessoas, e que essas pessoas façam parte do target do cliente anunciante.

    Outro informação importante é verificar a frequencia desse publico. Por exemplo uma academia com 2mil alunos, os mesmos alunos verão as tvs durante 30 dias.

    Qualquer coisa estamos por aqui. Abs

  11. Gisele says:

    Gente, como assim, vcs queriam que o site fizesse propaganda da Elemídia? É isso? Eles nem citaram, por exemplo, a empresa que faz a rede da Perini Salvador. Acharia um absurdo se eles fizesse propaganda de qualquer rede na matéria.

    • Wagner says:

      Na verdade Gisele o que eu queria é que o texto mostrasse também que existem outras empresas que deveriam ter sido citadas, entre elas está a Elemidia. Além disso, a foto que ilustra a matéria é de um Pão de Açúcar de São Paulo e não há legendas na foto atentando para esse fato. E isso não é um DETALHE como diz o dono do blog.

  12. Otavio, Bem legal a matéria e mais interessante é o serviço que você presta criando esse portal, as criticas são de pessoas que não tem uma não tem uma maturidade profissional e acham mais fácil e divertido criticar ,consequentemente não tem um sucesso no ramo. Bom, mais uma vez parabéns pelo site.Está bastante legal!

    • T.S. says:

      Oh rapaz bem sucedido! Vai terminar a página na internet… e depois instala mais de 100 monitores em lixeiras e depois discutimos!

      • Carlos Soares says:

        Caro amigo, não adianta você ter um site e ter telas instaladas em mercearias de pouco fluxo de movimento … não vou me rebaixar a você, vou falar em numeros… nós da Tv Smídia temos 240 telas instaladas em 10 trens do metrô do Recife que por sinal é o TERCEIRO MAIOR DO BRASIL, alías somos o projeto mais inovador em comunicação de um orgão do governo federal, temos parceiros como Vivo, Yamaha, Lg entre outros.. bom.. como você tentou entrar no site é porque ficou curioso rsrsrs..

  13. Eduardo says:

    Infelizmente temos "colegas" com este nível, é uma pena. Se o blog fosse meu, com certeza já seria banido. Empresas pequenas, médias e grandes, todos tem o mesmo direito e fatia de mercado. Nós aqui do sul nos espelhamos em ótimos exemplos como a Inboxmídia, uma empresa que cresceu pela qualidade e não comprada por nenhum grupo.
    Parabéns Otávio!
    Abraço.

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