Para completar as classificações do digital signage empregadas pelo autor Keith Kelsen – unleashing the power of digital signage – apresentamos hoje o meio categorizado como Ponto de Espera (POW – point of wait), que se refere ao digital signage localizado em locais de “espera forçada” como em consultórios, elevadores, halls de prédios, dentro de ambiente de trabalho, aeroportos e rodoviárias, dentro de táxis, trens, metrôs ou ônibus, entre outros locais, que têm uma “audiência cativa”. É uma opção de grande valor para os publicitários ou emissores de mensagem na construção da consciência de uma marca – brand awareness – assim como na intenção de compra. Isso se baseia no fato de que os espectadores encontram-se sem atividade alguma, esperando chegar a algum local ou, simplesmente, que algo de seu interesse maior aconteça. Nessa condição, as pessoas estão mais abertas à recepção de informação que acaba por servir como distração e complemento de informação durante a espera. Todo mundo já passou pelo acanhamento de estar em uma pequena sala aguardando para ser atendido pelo seu médico, ou ainda dentro de um elevador comercial lotado de pessoas e todas tentando não cruzar olhares entre si. Uma distração nessa hora parece ser um escape e certamente será alvo de atenção.
Mas novamente é preciso entender onde essa pessoa se encontra e qual seu estado de espírito, ou no inglês mindset, para que o conteúdo da mensagem seja pertinente e agregue valor ao momento. Uma pessoa dentro de um elevador pode estar ansiosa por notícias sobre o trânsito ou o clima, visto que ela seguirá seu dia após essa locomoção urbana; já alguém em um consultório ou hospital poderia receber informações sobre saúde e bem estar para que se sinta mais tranquila e amparada. O grande segredo do digital signage é gerar conteúdo realmente relevante para quem o está assistindo e para isso é necessário um estudo do público transeunte, mas que não leve em consideração apenas dados demográficos, mas principalmente dados psicográficos. Certamente a mensagem publicitária também precisa ser adaptada a essa realidade. Passar o mesmo filme em todos os lugares é o maior, e ainda constante, erro que perdura nesse meio.


