Mídias digitais: seminário da ACSP discute impacto no ambiente de negócios.
Eventos Nenhum Comentario »Mobilidade, segmentação e interatividade com clientes foram algumas das inovações abordadas no seminário Mídias Digitais e Redes Sociais, que reuniu cerca de 200 estrategistas empresariais – de profissionais liberais a grandes companhias nacionais – na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
O evento teve a colaboração de Sandra Turchi, superintendente de marketing da ACSP; Eduardo Gouvêa, diretor da MídiaBay, especializada em publicidade digital indoor; e Salomão Casas Neto, diretor-executivo da Drimio, rede social na qual os consumidores discutem em torno de marcas ou fornecedores.
“Com a atualização dos celulares para aparelhos com capacidade de acesso à web, deve-se começar a adequar os sites para serem acessíveis por meio dessa mídia”, recomendou Sandra Turchi.
Com relação ao comércio eletrônico, ela destaca a tendência de crescimento da participação feminina, que já representa 50% dos resultados; a descentralização do varejo online, com o aumento do peso das pequenas e médias empresas; e a importância cada vez maior da presença em sites de busca e redes sociais.
“A internet atinge hoje 40% da população. Ela já se equipara a jornais e revistas e só perde para a TV aberta. Ao mesmo tempo, as principais resistências à realização de transações se atenuam, à medida em que se confia mais na qualidade operacional (prazos, entregas do produto certo etc.) e na segurança, pois os consumidores usam mais serviços financeiros online”, afirmou. Eduardo Gouvêa enfatizou que a publicidade no ponto de venda se alinha à tendência de segmentação já praticada na web. “Não adianta ter um site fantástico se ninguém acessa. Mas, se a divulgação é feita em uma mídia de massa, a conta não fecha: é utilizado um meio barato para comunicação, enquanto a divulgação fica muito mais cara.”
Segundo Salomão Casas, é recomendável a inserção das empresas em redes sociais, mas com uma abordagem bem diferente da publicidade tradicional. “A era do vender dá lugar à era do ajudar a comprar”, define. Ele reconheceu que não há fórmulas para uma iniciativa bem-sucedida, mas ponderou que já se identificam as melhores práticas para potencializar o sucesso do negócio no boca a boca virtual.
“Tenha um plano bem definido, com objetivos claros e métricas. Mais do que começar, manter o canal de comunicação demanda energia. Preste atenção ao público e identifique aqueles que têm mais influência nas comunidades de consumidores. Seja proativo – criar relacionamento é um trabalho constante e os resultados podem demorar”, enumerou.
Mesmo com enfoques diferentes, os três palestrantes enfatizaram a importância de oferecer atrativos valorizados pelos consumidores – seja informação, conveniência ou entretenimento. “Ninguém liga a TV ou compra um jornal para ver a propaganda”, comparou Eduardo.
Fonte: Diário do Comércio















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