Para Silvia Quintanilha, Vice-Presidente de Client Service da Millward Brown, o Marketing de Experiência mostra cada vez mais importância para o consumidor. O seu desenvolvimento permite que ele tenha mais controle das ações com a ajuda da mídia fragmentada, sem falar da ajuda da tecnologia. O consumidor hoje conta com uma melhor distribuição, está mais informado e a realidade é diferente de dez anos atrás. “A distribuição tem papel mais importante e o marketing de experiência passou a ser realidade. A marca que descuidar deste pedaço pode estar perdendo espaço no PDV”, diz Silvia, uma das palestrantes do evento, em entrevista ao Mundo do Marketing.
O consumidor procura se relacionar cada vez mais com o produto e com a marca. Esta experiência começa quando ele busca informações sobre o produto, avalia o que irá comprar e vai até o ponto de venda buscar o contato físico com o produto ou o uso dele. “Se qualquer um destes momentos estiver prejudicado, a marca conseqüentemente está prejudicada também”, conta a VP da Millward Brown. A executiva cita como exemplos de experiências diferentes em lojas, a Sansung que apresenta conceito diferente ao possibilitar aos clientes o contato com produtos conceito para, mais do que vender, oferecer a experiência assim como a Faber Castel, que busca a melhoria de sua imagem fazendo ativação de PDV.
Ponto de venda digitalizado e eficaz
A sinalização digital é recente no Brasil em comparação a outros países como EUA, China, com cerca de 40 mil telas instaladas nos PDVs. Marici Raspes, Gerente de Visual Merchandising e Eventos da Alpargatas, mostrou o case do projeto de marcas de artigos esportivos, que utilizam monitores de LCD nos PDVs. Com o bombardeio de informações de diversos tipos, a sinalização digital representa uma maneira diferente de abordagem. “Poderemos entreter, informar sobre produto, promoções e principalmente influenciar o consumidor no momento da decisão de compra”, explica ao site.
Para que a mensagem seja a mais eficaz possível, a sinalização digital oferece diversos recursos onde cada marca precisa analisar a exposição, localização e o perfil de consumidor que vai atingir. Marici cita DVDs players, telas de LCDs e TVs com recursos de imagens Bi ou Tri-dimensionais, computadores com programações para múltiplos objetivos, sistemas de informações corporativas, entre outros.
Tecnologia fundamental para gerar bons negócios
O Diretor-presidente da Droid/OM e Diretor do Sub-Comitê de Digital Signage do POPAI Brasil, Ronald Peach Jr., apresentou a tecnologia no PDV e o case Carrefour. A instalação de sinalização digital nas lojas, tecnologia empregada, satélite, Internet, cartões para vídeos publicitários e conteúdo, mostram quanto uma mídia no PDV é capaz de alavancar a vendas.
O desenvolvimento da tecnologia no PDV aguarda a chegada de plataformas de áudio, vídeo integrado, iluminação importada e eletrônica que ajudará o consumidor e agregará mais valor ao produto no PDV. “Existia o problema da tecnologia ser pouco funcional e muito cara. Hoje é mais comum ver painéis que piscam, displays que falam, telas com propaganda”, aponta Ronald Peach em entrevista ao site.
Para as empresas, esta tecnologia apresenta papel fundamental no retorno gerado pelo consumidor. Com ela é possível saber o volume de vendas de um produto e quanto vendeu a mais. Para Peach, o que vende é colocar o produto na mão do consumidor e, para isso, existem diversas formas como, por exemplo, o marketing sensorial. “As marcas Ariel e Pampers já usam tela LCD nos pontos de venda, assim como a Alpargatas com 1.500 telas montadas nos displays e vídeos desenvolvidos especificamente para o PDV”, diz.
Fonte: Por Thiago Terra, in www.mundodomarketing.com.br
Os consumidores de mídias Out Of Home já mostraram a eficiência delas e, por isso, hoje o OOH é parte das estratégias de Marketing entre as maiores empresas do país. Porém, para que não se torne uma criação sem conexão com a marca, é preciso haver um link entre a estratégia de Marketing e mídia. “É preciso que a estratégia de mídia tenha aderência com o Marketing”, aponta Otto Pajunk (foto), Diretor de Mídia da Artplan.
O Spell foi desenvolvido dentro do conceito de mídia OOH, aproveitando melhor o espelho, mas não para ser somente uma mídia usada apenas em banheiros. “Não adianta falar que tem uma mídia de espelho se na verdade é um adesivo colado. O Speel pode ser usado de diversas maneiras”, explica Rafael Liporace (foto), sócio-diretor da Biruta Mídias Mirabolantes.
Visibilidade e experiência com a marca também podem ser métricas para avaliar o poder de uma mídia OOH. “Manter contato e relacionamento com o consumidor através de uma mídia fortalece o elo e cria um vínculo para que o consumidor reverbere os conceitos daquela marca”, avalia Rodrigo Rivellino (foto), sócio da PlusMedia e Presidente da Aktuell p.s.v.a.
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